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Catarata

O sentido da visão depende da luz, estímulo externo recebido pelo olho em forma de raios luminosos que chegam à retina depois de atravessar a córnea, o cristalino e o humor vítreo, este é uma gelatina que preenche a parte posterior do olho.
No olho normal, os raios luminosos atravessam os meios transparentes córneas, cristalino e humor vítreo como se estivessem atravessando o ar ou o vidro de uma janela .
No olho com catarata, a imagem dos objetos não consegue atingir a retina porque ocorre a perda da transparência do cristalino, uma lente natural que todos nós possuímos, localizada na parte interna dos olhos - atrás da íris, esta a parte colorida do olho. Assim, a falta ou deslocamento do cristalino compromete a qualidade da visão.

Causas da catarata
Alguns fatores contribuem para o aparecimento ou a piora da catarata, entre eles a obesidade, o diabetes, a hipertensão arterial, a arteriosclerose, distúrbios das glândulas endócrinas, o uso de medicamento com cortisona, tabagismo e enfisema pulmonar.

A idade é considerada fator de risco para o desenvolvimento da catarata, pois ela surge com maior freqüência em pessoas de terceira idade e está presente - em certo grau - em quase todas as pessoas com mais de 70 anos.

Existem outros dois tipos de catarata, não associados ao envelhecimento: a catarata traumática e a catarata congênita, menos freqüente.

Sintomas mais comuns da catarata

Imagens borradas - quando as tarefas visuais mais próximas como ler e costurar tornam-se mais difíceis. A visão borrada para longe e para perto interfere nas atividades do dia-a-dia do paciente.

Distorção - a catarata faz com que os cantos retos pareçam ondulados ou curvos, podendo provocar duplicação de imagens.

Percepção alterada das cores - a opacificação do cristalino aumenta com a idade e os pacientes percebem os objetos mais amarelados.

Catarata unilateral - a catarata pode ocorrer em um único olho ou amadurecer mais rápido em um olho do que no outro. Daí a importância de verificar a visão regularmente para detectar a doença no seu início. Não é incomum o paciente queixar-se de que a visão no olho com catarata foi perdida rapidamente. Como a doença não progride de modo rápido, é mais provável que a opacidade do cristalino tenha ocorrido lentamente, sem ser percebida.

O paciente com catarata geralmente se queixa da dificuldade em atravessar a rua em dia de sol forte e em dirigir à noite. A visão torna-se bastante prejudicada ao entardecer, principalmente em dia nublado.

Como é feito o diagnóstico da catarata?
Um cuidadoso exame feito pelo oftalmologista pode detectar doenças oculares que estejam produzindo visão borrada e ou desconforto.

É importante lembrar que outras causas podem ser responsáveis pela perda gradual da visão além da catarata, como por exemplo, distúrbios localizados próximos à retina ou ao nervo ótico. Caso estes problemas estejam mesmo presentes, a visão perfeita pode não ser recuperada após a remoção da catarata. Daí a importância de um exame minucioso de olho realizado pelo médico especialista.

Exames oftalmológicos complementares

Estes exames avaliam o globo ocular como um todo permitindo, com maior segurança, o tratamento da catarata - caso ela venha a ser diagnosticada - garantindo uma rápida recuperação da visão. Os mais importantes são:

*Mapeamento de retina - avalia o fundo do olho

*Ecografia do globo ocular – quando a catarata está avançada, o médico não enxerga o fundo do olho. Este exame avalia a presença de outras doenças associadas à catarata como tumores, descolamento da retina e doenças do humor vítreo.

*Topografia da córnea - avalia as alterações da superfície da córnea.

*Biometria ultra-sônica - calcula a distância entre a parte mais externa e interna do olho, determinando o grau de lente intra-ocular a ser implantada em pacientes operados de catarata. A biometria utiliza ultra-sonografia modo A para obter a medida do cumprimento axial do globo ocular e realizar os cálculos do poder dióptrico das lentes intra-oculares a serem implantadas. Nos pacientes com altos graus de miopia e hipermetropia, há necessidade de cuidados adicionais como a utilização de fórmulas específicas e da associação da ultra-sonografia modo B.

*Biometria óptica a laser (IOLMaster) – calcula o valor, em graus, de lente que será implantada para substituir o cristalino doente, evitando o uso posterior do óculos com graduação elevada e tornando o resultado cirúrgico mais eficiente. Este exame é feito sem contato, dispensando inclusive o uso de colírios.

*Microscopia especular da córnea – avalia a parte interna da córnea, pois o acesso cirúrgico acontece através dela. A quantidade e a qualidade das células podem prever o resultado e até mudar a estratégia cirúrgica.

*Retinografia Simples - utilizada nos casos nos quais há suspeita de que a retina não esteja em boas condições ou que apresente alguma doença associada (como o diabetes mellitus).

*Teste de sensibilidade ao contraste / ofuscamento - Glare - avalia a qualidade da visão. Informa ao médico a real limitação da visão do paciente.

*Análise Computadorizada do Seguimento Anterior – é um estudo tomográfico e topográfico do segmento posterior e anterior do olho, que permite detalhar com precisão as estruturas oculares.


Como tratar a catarata?

Atenção! O único tratamento eficaz para a catarata é a cirurgia. Não existe outra técnica de tratamento para curar e prevenir.


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